N770/N800 & PDAs

Em resposta ao comentário do Cesar no post passado: é impossível não considerar o N770/N800 como um PDA ou, melhor dizendo, como um sucessor do Newton. Pelo menos, em minha opinião. Principalmente se levar em consideração:

  • o form factor semelhante (tudo bem que um Nokia inteiro cabe somente no espaço da tela do Apple)
  • a idade do Newton, e a indisponibilidade de modelos novos (o hardware morre um dia)
  • a plataforma dos Nokia ser aberta (e, portanto, passível de customização por parte dos usuários)

Eu não gosto da atual geração de Smart Phones. Como telefones, tudo bem: fazem o serviço muito bem. Fazem e recebem chamadas. Possuem agendas telefônicas (inclusive o o reconhecedor de cartões de visita do A1200 ganha meus parabéns). Permitem trocar SMS como qualquer outro telefone de “dérreal”. Mas não consigo pensar neles como PDAs.

Para mim, PDA não é apenas uma agenda eletrônica de compromissos e contatos. É preciso também ser bloco de anotações (ou um “caderno com calculadora gráfica programável”, mesmo, que é como uso meu Newton na universidade). E é esse o maior problema com máquinas atuais: não me sinto confortável em usá-las. A tela é pequena demais, a stylus é pequena demais. É, realmente, costume com o Newton, onde a única coisa pequena é a capacidade de armazenamento.

E, como as funcionalidades que eu sinto falta são apenas software, e software precisa de hardware para ser executado, anewkia.png cada lançamento de um dispositivo similar fisicamente ao Newton, com plataforma aberta (ou com altas possibilidades de personalização), faz com que nós, Refugiados do MessagePad, consigamos ver uma luz no fim do túnel. E, dentre os gadgets que vi recentemente, os tablets da Nokia são os com maior capacidade para substituir meu Newton. Nem, que para isso, eu tenha que escrever todo o software para deixá-lo do jeito que estou acostumado a usar. E uma plataforma aberta só faz deixar meus sonhos mais próximos de serem realidade.

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