NIH & SquirrelFish Extreme

O kov escreveu sobre o novo interpretador de JavaScript do WebKit, o SquirrelFish Extreme, e levanta a questão da razão do Google ter desenvolvido o V8 sem real necessidade (já que iriam usar o WebKit de qualquer maneira como motor de renderização de HTML).

Eu poderia dizer que, a princípio, é apenas mais um caso de síndrome de NIH.

Acho que o Google só não reinventou o WebKit pq um interpretador de JavaScript é mais fácil fazer. E o lançamento do compilador Java para o Android, IMHO, diz que o povo lá em Mountain View gosta de brincar com compiladores e interpretadores.

Para fazer um interpretador mais rápido que outro feito por especialistas, requer gente muito foda. E é isso que tem nos times do SF, V8 e SM: cara bão de código. Mesmo acreditando que concorrência seja uma boa idéia, se juntassem os esforços (afinal é tudo free — o problema de licenciamento é “resolvível” com boa vontade) e fizessem uma única implementação teríamos, provavelmente, algo muito legal por aí.

Mas a síndrome de NIH não deixa isso acontecer. Reinventar a roda é bom e às vezes necessário.

O interesse por linguagens dinâmicas está crescendo muito ultimamente. Acho que nenhuma empresa fazendo um novo interpretador de JavaScript esteja dando ponto sem nó: provavelmente estão usando isso como desculpa para desenvolvimento (ou o aprimoramento) de novas técnicas. E é sempre mais fácil trabalhar no seu próprio código que modificar o código dos outros — principalmente quando se está falando de uma reestruturação completa da sua arquitetura.

Eu não tenho acompanhado artigos sobre compilação/interpretação, mas o (antigo, confesso) material impresso que tenho acesso sobre compiladores fala principalmente sobre linguagens de tipagem estática. Isso, em minha opinião, é reforçado ainda mais pela característica acadêmica tanto do Google quanto da Apple.

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